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27 de ago. de 2020

Ah, essas emoções


 


Tive insônia. O vizinho está fazendo barulho de obra o dia inteiro. A gente está numa Pandemia há meses. Na TV só tem notícias que... olha, falta pouco pra eu enlouquecer.

Sabe quando você sente que vai estourar? Que vai arranjar uma briga? Que você percebe que tá com... RAIVA?!

Sabe qual o nome disso?

Autoconsciência, autoconhecimento... Inteligência emocional!

- Ah, Natalia! Não é inteligência emocional, você acabou de falar que está com RAIVA! Não deveria sentir raiva!

Hei, Inteligência emocional não é... não sentir... Algumas emoções que julgamos “ruins”.

Já assistiu aquele desenho... Divertida Mente? Muito bom por sinal! Todas aquelas emoções existem na gente e são importantes. E inteligência é conseguir identificá-las quando surgem (quanto antes melhor), principalmente no caso da raiva! Antes de sair dando porrada nos outros na rua, brigar no transito... você já percebe que está sentindo uma “raivinha” (e é bom conseguir identificar o que realmente você está sentindo: É raiva? É medo? É tristeza? O que é? Porque fica mais fácil de você saber o que te causou essa emoção e como sair dela).

Então você percebeu que está com raiva (e as vezes ter a consciência disso o quanto antes já ajuda a prevenir de transformar um problema em vários outros problemas), eu estou com raiva e pode ser porque estou assistindo muitas notícias ruins na TV, ou não estou dormindo no horário certo e estou dormindo pouco, ou estou vendo perfil no Instagram de pessoas que não me geram uma emoção muito bacana, enfim... você tenta identificar qual foi o estímulo que te gerou aquela emoção e busca formas pra amenizar essa emoção de raiva.

Como ameninar essa emoção de raiva? Cada pessoa tem o seu jeito, pode ser ouvindo músicas mais animadas, assistir vídeos engraçados, tomar menos café a noite para conseguir dormir mais cedo (evitar a insônia), não assistir tanta TV durante a semana, ficar menos em rede social.

E não existe emoção ruim, toda emoção é uma forma do corpo se comunicar com você, de dar um alerta. As emoções são nossas conselheiras. Se estou me sentindo triste, talvez seja o corpo dizendo: “Vai fazer exercícios, minha filha! Se alimenta melhor, se afasta dessa pessoa bad vibes aííí, pois não te faz muito bem”.

Ou estou me sentindo alegre, então já sei que ouvir essa música me deixa feliz, que fazer esse tipo de trabalho me traz uma sensação boa, conversar com essa pessoa me faz bem.

Emoções são bússolas.

E não é fácil de analisá-las, principalmente porque cada bússola ou... emoção, funciona de um jeito.

As vezes você tem que mudar de ambiente e pessoas. As vezes você tem que mudar seu PENSAMENTO sobre aquele ambiente e aquelas pessoas.

Difícil, né?

Ser humano é um negócio ó... esplendido!

Uma pessoa vai falar em público e se sente ALEGRE, já o outro vai fazer o mesmo tipo de apresentação em público e sente MEDO. 

Uma pessoa que sente MEDO na hora de apresentar, pode se sentir melhor se ouvir palavras de apoio dos colegas, da família. O outro que também sente MEDO na hora de apresentar, se sente melhor se ficar quietinho no canto ouvindo músicas calmas até a hora da apresentação.

Cada pessoinha é um ser único!

E outra...

A pessoa que hoje sente ALEGRIA na hora de falar em público, em algum momento  - sei lá... daqui um ano – ela pode se sentir TRISTE na hora de apresentar, porque – por exemplo – agora toda vez que ela pisa no palco ela lembra de alguém que gera nela uma emoção de tristeza. Já o ooooutro que sente MEDO, pode sentir ALEGRIA na hora de se apresentar.

Nossa que confusão!

Enfim, tudo isso pra dizer que:

Você não é a sua emoção, você está sentindo ela agora.

Uma pessoa não é TRISTE, ela está TRISTE.

NESTE momento ela está TRISTE, mas isso não define ela.

Não tem certo ou errado nas emoções.

Só é preciso de muito autoconhecimento para saber identificar quando SENTE a emoção, de saber qual foi estímulo que gerou e como controlar ela (seja para deixar de senti-la ou continuar, você quem manda).

Então, comece a observar como seu corpo reage, leia mais sobre o assunto, assista vídeos e, principalmente, procure ajuda de profissionais.

Para concluir: Cuide das suas emoções, dos seus pensamentos, da alimentação, corpo físico e... beba água!

[Texto: Nat Bespaloff]

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