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17 de dez de 2016

Compartilhe afeto


Este ano, confesso, foi um ano bem esquisito. Minha vida teve diversas mudanças, mudou a rotina, mudou a forma como enxergava algumas pessoas e percebi a importância das pequenas atitudes. Este ano, se não fossem os pequenos gestos de carinho das pessoas ao redor, juro, tudo seria bem mais difícil. É tão bom quando alguém não acredita na sua mentira ao dizer "Estou bem" e, então, puxa a cadeira, fixa os olhos em você e questiona "Está tudo bem mesmo?". Pessoas que usam a empatia na prática, sem hipocrisia. Me fortaleci quando fui abraçada no momento que mais precisava, quando recebi bombons em um dia ruim, quando recebi mensagens recheadas de carinho pelo e-mail, numa folha ou WhatsApp, quando vi pessoas com os olhos cheios de lágrimas ao me verem numa cama de hospital e mesmo assim tentarem me animar. Este ano, muitas pessoas me surpreenderam positivamente.
É tão bom viver nossos Valores de verdade, sem precisar pisar em ninguém, sem negligenciar uma amizade antiga, sem colocar cifrão na frente de sentimentos ou pessoas. É bom dormir com a consciência tranquila. Conheci pessoas que manipulavam, jogavam com a vida do próximo sem o menor remorso e... ter a oportunidade de não precisar conviver com esse tipo de pessoa é um alívio imenso. Traz paz na alma.
Com certeza, o maior apoio que tive, tenho e vou ter... é da minha mãe. Pirei este ano, tive crise de choro, pânico, vivi uma montanha-russa de sentimentos e essa criaturinha, rs, esteve sempre ao meu lado com palavras doces e de incentivo. Obrigada por ser meu alicerce, minha força, por ser a materialização do que é o amor.
Com 27 anos, em mais um dia estressante, meu coração não aguentou e começou a bater forte contra o peito. Fiquei internada, tomei injeções na barriga e, enfim, quase enfartei. Depois disso, sai do meu emprego (de 10 anos) e, na despedida, recebi muito carinho da equipe e frieza de quem "pregava" o bem. A vida sempre nos mostra quem são as pessoas de verdade, cedo ou tarde isso acontece. Mostra quem percebe (sente) seu sofrimento e quem é incapaz e julga sua dor como mero vitimismo.
São nesses momentos - onde nos ferimos emocionalmente - que percebemos o quão fortes somos, que nos conhecemos melhor e percebemos quem nos quer bem de verdade.
Tenho o costume de tentar retribuir ao "Universo" quando algo bom acontece na minha vida e, por isso, quis criar um projeto pessoal de escrever cartas. Comecei tudo isso em outubro e as postagens começaram no finalzinho de novembro. Foram mais de 200 cartas enviadas e, pra mim, foi a melhor ideia que tive. Me fez um bem enorme, me ajudou demais nesta fase de adaptação e me senti útil.
Sempre gostei de surpreender positivamente alguém, seja através da escrita, dos desenhos, enfim, quando a gente quer demonstrar afeto, a gente sempre encontra uma maneira. Não é preciso ser o gênio da escrita, ser o expert do desenho, ou seja lá do que for... só é preciso agir, só agir e nada mais.
Estamos apressados e alucinados pelas mensagens Ctrl+C Ctrl+V e falamos pouco sobre sentimentos (sinceros).
Enfim, não vou ficar filosofando aqui, rs, só quis contextualizar a criação deste projeto (que me fez um bem enorme). Este ano, chorei demais, demais, demais... e algumas decepções me deixaram sem forças, mas também pude me fortalecer com as pequenas demonstrações de carinho que recebi e, seria injusto não retribuir o bem, aliás... seria incoerente não fazer parte da Corrente do Bem!
Durante esse processo, algumas pessoas mandaram mensagens relatando sobre como se sentiram ao receber a cartinha e, confesso, isso foi tão gratificante. Foi imensamente gostoso ler sobre a emoção do outro. É algo mágico saber que... eu aqui, no meu cantinho, com uma folha e uma caneta... pude emocionar alguém, pude colorir o dia do próximo, pude inspirar alguém a fazer o mesmo.
No fundo, muita gente está um caos interno. Isso é fato.
Pode parecer um gesto bobo, mas é por julgar a simplicidade como algo inútil que deixamos de demonstrar o que sentimentos, que deixamos pessoas saírem das nossas vidas sem saberem o quão importantes são.
Em um ano complicado, um ano #Bad #Socorro, rs, fico feliz por conseguir finalizá-lo de forma leve, de um jeito que marcará positivamente minha vida e, espero, que marque a vida de quem conseguiu se emocionar com a simplicidade de um gesto.
Vou deixar aqui alguns relatos, espero que possa inspirar alguém.
E... Não quero fazer o "papel de boazinha", rs, nao sou, rs, só quero demonstrar o quão importante foi essa atitude pra mim e como isso interferiu na vida de outro alguém. Estamos interligados. Na correria do dia a dia, sei lá, a gente não "percebe" o outro, não "sente" e, infelizmente, há momentos que nem sequer nos sentimos, parece que estamos no automático, parece que estamos anestesiando nossos próprios sentimentos.
E isso é MUITO triste.
Decepção? Sempre existirá, mas não é por isso que devemos "azedar" nossos corações, nossas almas, é preciso valorizar quem nos quer bem, se afastar de pessoas tóxicas e jamais deixar de tentar colorir o dia de alguém com um gesto de carinho. É preciso ter um propósito de vida e ter um propósito que beneficie o coletivo, poxa, é "bão demais da conta, sô", rs.
É crucial encontrar a satisfação ao fazer algo em prol do outro, em fazer o outro feliz, pois fazer algo aguardando o retorno no futuro, olha, é melhor nem fazer.
[Não estou aqui para dar lição de moral, blábláblá]
Hahaha...
Que 2017 seja um ano onde a sensibilidade, cuidado e afeto sejam nosso escudo contra a crise. Pois, pior do que a crise financeira... é a crise afetiva.






































Indiquei o filme: "Escrevendo uma nova vida" e a música ALEY UNDERWOOD - ANGEL BONE. (Curioso que esse filme foi indicação, da Aline Gomes, foi bem no momento em que estava escrevendo as cartas e me inspirou mais ainda (O Universo conspira). Obrigada pela indicação, Aline!).


"Será que somos todos estrelas perdidas tentando iluminar a escuridão?" - Música: Lost Stars






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oiiiii

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